Atibaia dispensa água do Cantareira

As chuvas deste início de janeiro elevaram a vazão do Rio Atibaia, responsável pelo abastecimento de 95% de Campinas, e o volume de água que está passando no ponto de captação da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) já é quatro vezes maior do que há um ano. Com vazão de 44,3 metros cúbicos por segundo medida às 7h no ponto de monitoramento em Valinhos, o volume nesta terça-feira (9) estava 10,9% acima da média histórica.
A alta vazão na região do Baixo Atibaia vem se mantendo pelo grande volume de água que chega na calha principal do rio, através dos afluentes. A contribuição das represas do Sistema Cantareira para a região tem sido mínima nesse período de chuva. O sistema liberou ontem 0,35 m3/s no Rio Atibaia e 0,25 m3/s no Rio Jaguari, manobra que colabora para aumentar o nível de reservação dos reservatórios, uma vez que os rios não estão dependendo das liberações do Cantareira.
As chuvas também estão colaborando para aumentar a reservação no Cantareira, que ontem operou com 43.3% de sua capacidade de volume útil. Nos primeiros nove dias de janeiro choveu 90,6mm, que representam 34,5% do volume de chuva esperado para o mês. Em 2015, no auge da crise hídrica, o sistema captava água do volume morto para garantir a vazão no Atibaia.
O Sistema Cantareira entrou no período da chuva, que começou em 1º de dezembro, armazenando 496,3 bilhões de litros de água, que correspondem a 44,5% da capacidade útil dos reservatórios, e passou a operar com novas regras de liberação de água para a região de Campinas. Até 31 de maio, quando termina o chamado período úmido, a região terá garantia de uma vazão de 12 metros cúbicos por segundo no Rio Atibaia, medida em Valinhos, e de 2,5 m3/s no Rio Jaguari, medida em Buenópolis. Essa vazão é o triplo do necessário ao abastecimento de Campinas, que está autorizada a retirar 4,2 m3/s do Atibaia para garantir o fornecimento de água para 95% da população.
Nesta terça, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o volume útil armazenado no sistema era de aproximadamente 424 milhões de metros cúbicos. Essa quantidade de água considera o volume útil armazenado nos reservatórios Jaguari, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro e representa 43,2% do volume útil total, de aproximadamente 981 milhões de metros cúbicos.
Nas novas regras da outorga do sistema, os reservatórios estão sendo operados por faixas. São quatro: normal, atenção, alerta, restrição e especial, cada uma relacionada a um percentual de água armazenada nas represas e com operação diferenciada para os períodos secos e úmidos.

Por Maria Teresa Costa

Foto: César Rodrigues/AAN

Sócio-proprietário do site e página Itatiba News e fotógrafo. Natural de Itatiba. Atua também na área de transportes executivos.
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Cleber Quintino

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