Chacina interrompe vida e carreira de Larissa

Uma jovem cheia de planos que sonhava em seguir os estudos na Alemanha. Assim a estudante Larissa Ferreira de Almeida, de 24 anos, foi descrita por amigos de faculdade, que se disseram chocados com a notícia do assassinato da jovem.
Ela é uma das 12 vítimas da chacina ocorrida causada na virada do ano pelo técnico em laboratório Sidnei Ramis de Araújo, que se matou com um tiro na sequência.
Os jovens que conheciam Larissa contaram que pegariam no próximo dia 27 de janeiro, em solenidade junto com Larissa, o diploma pela conclusão do curso técnico de Gestão da Qualidade.
“Ela dizia que não pararia de estudar, queria fazer engenharia fora, tirar passaporte europeu e ir embora. Também era uma menina muito exigente consigo: não aceitava tirar nota baixa”, contou o estudante Paulo Rogério Cintra, de 27 anos, um dos amigos da jovem e que estava muito chocado com o ocorrido no Ano-Novo.
Cintra contou que Larissa “se preocupava muito com a mãe”, Ana Luzia Ferreira, de 52 anos, uma das 12 vítimas do atirador. De acordo com os amigos, Ana fizera ano passado um transplante de rim e precisava viajar com frequência para tratamento médico. “A Larissa se preocupava porque nem sempre podia ir junto com a mãe, era longe. Lembro que ela ficou super feliz quando dona Ana conseguiu a doação de rim”, lembrou.
Também amigo de sala da jovem, Jéferson Lucas Tavares, de 24 anos, observou que o sonho de Larissa tinha nome definido: “Alemanha. Ela queria muito ir estudar na Alemanha. É uma tragédia sem fim isso que aconteceu”, lamentou.
Jiu-jitsu
O instrutor de jiu-jítsu Patrick Gonçalves Chaplin, de 37 anos, também lembrou da aluna e amiga Larissa. Presente ao velório de Larissa e das outras vítimas, Patrick contou que a jovem, formada em logística, planejava iniciar um curso de engenharia de produção, mas isso não afetava sua dedicação aos treinos do esporte que praticava há cerca de dois anos e meio.
“Foi terrível para toda a equipe. Ela era muito inteligente, esforçada e dedicada. Participava de todos os eventos da academia, mesmo trabalhando e estudando. Vai deixar muita saudade”, disse o amigo.
Ele afirmou ter ficado sabendo pela TV, mas se recusou a acreditar. “Depois vi no Facebook dela e vi que aconteceu mesmo. Pegou todo mundo de surpresa”, lamentou o professor.
As vítimas foram veladas todas juntas no Cemitério da Saudade, em Campinas. Os sepultamentos foram realizados dois a dois e se estenderam pela manhã de segunda-feira no Cemitério da Saudade.
Por: Correio Popular
Sócio-proprietário do site e página Itatiba News e fotógrafo. Natural de Itatiba. Atua também na área de transportes executivos.
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Cleber Quintino

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