Coluna política de sábado: Dilma, Dólar e Dementes

Por Emanuel Moura.

Esta semana foi mais uma daquelas de fortes emoções. Depois da ”experiência maravilhosa” de ver o dólar comercial chegar a R$ 4,24 na semana passada –a maior marca desde que entrou em circulação há 21 anos–, a ”guerra de foice” ficou armada.

O desespero tomou conta de todo mundo. Até do ‘letárgico’ governo. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, apareceu para transmitir a ideia do ”está-tudo-sob-controle”. Foi uma ”água com açúcar” para acalmar os ânimos.

O problema é que o ”efeito da calmaria” evaporou-se já na segunda, dia 28. Desta vez, a superação da casa dos R$ 4 foi justificada pelo risco de cair a nota na avaliação de mais uma agência de risco. No meio disso tudo, um ”bando de dementes dilmistas e petralhistas” (os petistas de algum brio vou isentar dessa), chegaram a dizer nas redes sociais que a alta do dólar não era coisa importante. É um problema que só afeta os ‘riquinhos’.

Na mente ‘idiotizada’ pela ”esquerdopatia reinante”, se é rico é ‘maldito’, tem de perder tudo para dar aos pobres. Isso porque todo pobre só é pobre, não porque deu lugar à pobreza, mas porque algum rico ‘desgraçado’ tomou a riqueza que era para estar na mão do indivíduo que só come, bebe, devolve o que digeriu para a natureza, dorme e descarrega fluídos corporais em algum corpo capaz de reproduzir exemplares da sua espécie.

A fanpage do Instituto Liberal de São Paulo (ILSP), publicou a postagem de um destes seres paquidérmicos que afirma o seguinte sobre a alta do dólar: ”Para minha pessoa não faz a menor diferença. Nunca viajo mesmo. Nunca viajei. Quero mais é que suba, muito, muito, muito (…) esse dólar e todos os ricos, todas as ricas do Brasil fiquem pobres sem poder viajar também. Aí vão ver que todo mundo precisa se unir e fazer alguma coisa. Porque de desigualdade social eu já estou cheia.”

A publicação contém impropérios que não é de bom tom reproduzir. Por óbvio, que gente ‘imbecil’ que pensa desta maneira não consegue entender a contra argumentação do ILSP:

“Porque o dólar subindo nem vai afetar o pão, os remédios, os combustíveis, os eletrodomésticos e toda a economia… E nem serão os pobres, aqueles que menos podem se proteger da volatilidade do dólar, os mais afetados”, isso, por óbvio, é complexo demais para ser entendido por gente ‘tapada’ que considera o dólar apenas moeda para viagem.

Como afirma o instituto, esta gente sofre com uma ”inveja do dinheiro dos outros tão grande que se chega ao ponto de defender que todos sejam igualmente pobres”. Minhas ”pulgas e percevejos” também se combinaram para fazer uma conferência embaixo do meu ‘colchão’. Ficaram todas em ‘alvoroço’ com a notícia de um novo aumento para a gasolina.

A ‘sangria’ delas era poder ouvir da boca dos defensores das ‘bizarrices’ governamentais sobre a justificativa apresentada pela própria Petrobrás para o novo aumento: a alta do dólar. Será que com isso, os ricos vão ficar um pouco mais impossibilitados de abandonar os Trópicos?

Dona Dilma continua insistindo que ela fez tudo certo e que, agora, é preciso corrigir. Ora, minha ‘burrice’ não permite entender. Por que corrigir o que ”deu certo”?

Se está certo, não era apenas uma questão de manutenção, aprimoramento? Por que, então, o negócio é fazer diferente?

Na ONU, a ”mulher-maravilha” disse apenas que o modelo ”se esgotou”. Isso, claro, é uma outra forma de dizer: ‘errei’. Mas para uma douta economista que jura saber resolver os problemas desta e das gerações passadas e vindouras, é inadmissível um reconhecimento desta magnitude.

Os mais simplistas dirão que o grande problema é o dinheiro do Bolsa-Família. Na verdade, não é. Afinal, o percentual tirado ao longo do ano é pequeno. Embora o programa cause impacto ínfimo no orçamento da União, há um outro lado de dano muito maior e temo que irreversível: o convencimento das pessoas de que elas não precisam lutar, basta esperar que o governo vai cuidar de tudo, desde a hora que come até quando vai aliviar o ventre.

Emanuel Moura - Jornalista.

Emanuel Moura – Jornalista.

Jornalista (MTB/SP 81.201), assessor de imprensa, fotógrafo e analista da qualidade.

Natural do município do Rio de Janeiro (RJ), e residente no município de Itatiba (SP). Torcedor apaixonado pelo Clube de Regatas do Flamengo (RJ), católico e devoto de Nossa Senhora Aparecida.

Críticas, denúncias, elogios, reclamações, interesse em divulgar sua empresa, serviço ou produto, basta entrar em contato pelo e-mail: darlancmjornalista@gmail.com

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Darlan Monteiro

Jornalista (MTB/SP 81.201), assessor de imprensa, fotógrafo e analista da qualidade. Natural do município do Rio de Janeiro (RJ), e residente no município de Itatiba (SP). Torcedor apaixonado pelo Clube de Regatas do Flamengo (RJ), católico e devoto de Nossa Senhora Aparecida. Críticas, denúncias, elogios, reclamações, interesse em divulgar sua empresa, serviço ou produto, basta entrar em contato pelo e-mail: darlancmjornalista@gmail.com

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