Coluna política de sábado: Tempo, seu lindo!

Por Emanuel Moura

Em 1999, o então ainda postulante a chefe da Nação, Lula da Silva (PT), atacava sem dó nem piedade a propositura do então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O discurso ‘comunista’ pregava que era necessário tirar de quem tem muito para dar a quem tem pouco ou não tem nada.

Se considerar que há alguns milhares de ‘vagabundos’ que adoram a ideia de comer, dormir e usar a mulher (própria ou do vizinho), esse discurso ‘comunista’ acaba sendo muito agradável.

É o velho populismo que diz exatamente o que as pessoas querem ouvir e não importa que não será possível cumprir. A ideia é agradar os ouvidos, encher as ‘tripas’ e manter o poder. Felizmente, o tempo passa e sempre dá suas lições. A tecnologia nos ajuda a ter acesso a conteúdos que revelam o quão ‘leviano’ Lula foi e é. Abaixo, um trecho de sua participação no Programa Roda Viva, da TV Cultura, em 1999.

Jornalista Carlos Sardenberg: Lula, falando um pouquinho sobre a questão da receita, a tese frequente do PT que o problema, não só o problema da Previdência, mas também o problema do governo, é um problema de receita e não despesa, ou seja, falta receita e essa receita poderia ser obtida.

Agora o fato de ver as coisas por outro lado, o fato é que se paga muito imposto no Brasil. Hoje, se calcula que a chamada carga tributária deve estar em torno de 32%, quer dizer o seguinte: de cada R$100,00 produzidos na economia, R$32,00 vão para o governo.

É muito, é mais que os argentinos pagam, é mais que os mexicanos pagam, é mais que os coreanos pagam, para citar apenas países semelhantes.

Então, portanto, a carga tributária no Brasil é muito elevada e há uma carga muito grande sobre as empresas: Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Nacional), PIS (Programa de Integração Social), Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), enfim uma série de impostos em ‘cascatas’, etc e tal [risos]. Em resumo, pelo menos uma parte da economia brasileira paga imposto.

Lula: Para quem paga no Brasil, realmente ela é alta.

Carlos Sardenberg: Então, quando você fala em aumentar a arrecadação… Agora, é o seguinte, você não está pensando em aumentar ainda mais a carga tributária?

Lula: Não, quem aumenta é o governo. O PT se deu ao luxo de votar contra a CPMF (Contribuição Provisóra sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira), o PT se deu ao luxo de votar contra, porque nós entendíamos que não era preciso criar um novo imposto nesse país. Era apenas cobrar aqueles impostos já existentes.

Carlos Sardenberg: Só para concluir: há uma discussão social importante no Congresso sobre a reforma tributária. Você poderia adiantar mais um pouco, por exemplo, com quais impostos você fica e quais impostos você…

Lula: (…) Por exemplo, você precisa diminuir os impostos, você pode reduzir para 3 ou 4 impostos, você pode fazer com que as pessoas possam pagar um pouco mais no consumo, mas você precisa efetivamente desobstruir as pessoas que geram empregos nesse país e que produzem no campo.

E aí, você mantém efetivamente uma Receita Federal primeiro, moderna, você precisa contratar mais fiscais, você precisa modernizar a máquina arrecadadora para você fazer com que o Estado brasileiro receba aquilo que lhe é devido. Porque o que é grave no Brasil é que todo mês, todo ano que entra um ministro, ele anuncia que vai denunciar os caloteiros e não anuncia.

De vez em quando aparece uma lista nos jornais que desaparece no dia seguinte. E o povo, efetivamente, é quem paga isso.

Acesse o texto na íntegra: http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/67

Emanuel Moura - Jornalista.

Emanuel Moura – Jornalista.

Jornalista (MTB/SP 81.201), assessor de imprensa, fotógrafo e analista da qualidade.

Natural do município do Rio de Janeiro (RJ), e residente no município de Itatiba (SP). Torcedor apaixonado pelo Clube de Regatas do Flamengo (RJ), católico e devoto de Nossa Senhora Aparecida.

Críticas, denúncias, elogios, reclamações, interesse em divulgar sua empresa, serviço ou produto, basta entrar em contato pelo e-mail: darlancmjornalista@gmail.com

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Darlan Monteiro

Jornalista (MTB/SP 81.201), assessor de imprensa, fotógrafo e analista da qualidade. Natural do município do Rio de Janeiro (RJ), e residente no município de Itatiba (SP). Torcedor apaixonado pelo Clube de Regatas do Flamengo (RJ), católico e devoto de Nossa Senhora Aparecida. Críticas, denúncias, elogios, reclamações, interesse em divulgar sua empresa, serviço ou produto, basta entrar em contato pelo e-mail: darlancmjornalista@gmail.com

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