Fotógrafos ‘invadem’ Centro de Campinas neste domingo

O Centro de Campinas foi invadido neste domingo (18) por pelo menos 300 fotógrafos e amantes da fotografia que participaram da 13ª Caminhada Hércules Florence.

O grupo percorreu 34 pontos considerados históricos da cidade e registrou os detalhes, arquitetônico, histórico, cultural ou de natureza, sob o olhar específico do que cada um enxergou de mais interessante.

O evento, que comemora o Dia da Fotografia, também é uma homenagem a Hércules Florence, que viveu em Campinas e que em 1832 começou a realizar experiências que culminaram com a invenção da fotografia.

O organizador da Caminhada, Roberto Mercury, afirmou que o evento tem o objetivo de registrar pontos interessantes da cidade, além de mostrar o olhar fotográfico de cada participante sobre os locais, já que muitas vezes, com a rotina do dia a dia, as pessoas não se dão conta da beleza e do valor histórico desses locais.

Professor de fotografia há mais de 20 anos, ele conta que a iniciativa surgiu a partir da falta de uma opção que reunisse de forma segura pessoas interessadas em fotografar espaços públicos.

Para registrar a paisagem arquitetônica e monumentos de Campinas os participantes usaram todo tipo de equipamento. “Vale qualquer coisa. Temos crianças e idosos. Cada um fotografou com o equipamento que tem disponível em casa, desde os mais simples e antigos até os mais sofisticados. O que importa é conhecerem a cidade e prestar essa homenagem ao inventor da fotografia, que viveu em Campinas de 1829 até a sua morte, em 1879” , ressalta.

As fotos feitas durante o passeio integram uma exposição virtual. “Mas em 2015, quando a Caminhada completar 15 anos, vamos fazer um livro com os vários olhares sobre a cidade. E como os pontos fotografados todos os anos são basicamente os mesmos, poderemos comparar o que mudou durante esse período” , revela.

A Caminhada Hércules Florence é feita com o próprio Mercury como guia turístico. Durante o percurso, ele fala sobre a história do local ou do monumento, quais as transformações que sofreu ou o que já abrigou. “E as pessoas contribuem também falando o que conhecem sobre o ponto turístico e podem dar sugestões sobre outros locais que podem ser visitados nos próximos anos. E isso enriquece o passeio” , fala.

Foi o caso da sugestão do presidente da Associação dos Amigos do Bosque, Alonso Lino de Farias. Durante a parada na Praça Carlos Gomes, ele falou que o Coreto instalado no local completa 100 anos e faz parte da cultura de Campinas. Ele também solicitou que a Caminhada siga até o Bosque dos Jequitibás em 2014. “Daqui dois anos o Bosque irá completar 100 anos de Administração Municipal. Ele já existia desde 1888, quando foi fundado depois de ser uma reserva florestal e passou a ser um local de visitação. Tem muita história lá para ser contada aos visitantes” , garante.

Pedro Goulart, de apenas sete anos, acompanhou seu pai Roberto Goulart Júnior durante a Caminhada Hercule Florence. “Eu gosto de fotografar e viajar. E ele segue os mesmos passos e tem a própria câmara. E eu o incentivo a fotografar e conhecer mais sobre cada local que fotografa” , ressalta o pai.

Roteiro

Os fotógrafos de plantão que participaram da Caminhada Hércules Florence de ontem se reuniram no Centro de Convivência Cultural, às 8h. De lá passaram pelos casarões da Avenida Júlio de Mesquita, Prefeitura Municipal, Santa Casa, Largo das Andorinhas e Praça Carlos Gomes. Seguiram para a Casa de Saúde, Largo do Pará, Palácio dos Azulejos e Jockei Clube. Entre esses locais, outros pontos históricos e turísticos de Campinas tiveram seu destaque. O evento foi encerrado na Estação Cultura.

A história

Antoine Hercule Romuald Florence nasceu em Nice, na França, em 1804. Mudou-se para o rio de Janeiro em 1824, onde ficou conhecido como Hércules Florence. No ano seguinte integrou como desenhista a Expedição Langsdorff, que percorreu mais de 16 mil quilômetros pelo interior do Brasil registrando paisagens naturais e a sociedade da época.
Em 1829 mudou-se para Campinas, na época Vila de São Carlos. Ele tornou-se especialista em reprodução de imagens e criou a polygraphie, que era a impressão simultânea de cores primárias. Em 1832 começou a realizar experiências para elaborar uma maneira de imprimir, por meio da luz solar, em papel sensibilizado com nitrato de prata. Conseguiu como resultado, depois de um ano de pesquisas, realizar cópias fotográficas de desenhos, as quais chamou de photographie.

 

Por  Vilma Gasques/Grupo Rac

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