Roubos a carros-fortes chega à Câmara

Só este ano foram seis ocorrências envolvendo sequestros de familiares. Um deles foi registrado nesta quarta-feira (24) na cidade

Mais uma vez uma família de vigilante é sequestrada e um carro-forte, assaltado. A cena, que já havia se repetido por cinco vezes na RMC (Região Metropolitana de Campinas), registrou nesta quarta-feira (24) mais um caso, de novo em Campinas.

Tamanha a insegurança instaurada entre funcionários das empresas de transporte de valores e seus familiares, o SindForte (Sindicato dos Trabalhadores em Serviço de Carro-forte) já pediu apoio à Câmara para tentar chamar a atenção da polícia para o problema. O vereador Marcos Bernardelli (PSDB) pede nesta quinta-feira (25) ao presidente da Câmara, Campos Filho (DEM), para agendar uma audiência pública com os comandantes das polícias Civil e Militar para cobrar medidas de segurança que estão sendo adotadas para reduzir esse tipo de crime. “Este é um trabalho tenso por natureza. Só que com tantos roubos, o medo tomou conta de todos.

O problema é que ninguém dá respostas sobre o porquê de tantos crimes aqui nas cidades. A gente só pensa em quem pode ser o próximo, infelizmente”, afirma o diretor do sindicato, Lúcio Cláudio Lima.

Ainda que as informações sobre o caso de quarta-feira tenham sido mantidas em sigilo pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), o sexto roubo comprova que a região tem virado alvo fácil para a atuação dessas quadrilhas. Para se ter uma ideia, em maio foram registrados dois roubos a carros-fortes, um em Sumaré e outro em Campinas; em junho, foi a vez de Hortolândia. E só este mês foram mais três ocorrências: em Americana e, novamente, Hortolândia e Campinas. “Se for comparar com anos anteriores, praticamente não aconteciam roubos desse tipo”, reforça Lima.

A equipe de reportagem do Metro procurou a Secretaria de Segurança Pública do Estado para comentar o assunto, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta. O delegado seccional de Campinas, José Carneiro Campos Rolim Neto, e o diretor do Deinter 2 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior), Licurgo Nunes Costa, também foram procurados e não retornaram.

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informou que para contribuir para a redução da criminalidade, “os bancos vêm atuando em estreita parceria com governos, polícias (Civil, Militar e Federal) e com o Poder Judiciário, para combatê- los, propondo novos padrões de proteção”.

“Esse é um caso em que a pressão política se faz necessária para conseguir ajudar as vítimas.” MARCOS BERNARDELLI, PSDB, VEREADOR

 

Por Juliana Ewers do Metro Campinas

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